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Charme centenário

A fábrica de papel Gmund produz há 200 anos um dos mais exclusivos papéis do mundo.

Comentário

  • Uma nova invenção

    Telefone faz 150 anos

    Uma nova invenção

    Quem inventou – ou como se dizia na época – quem "descobriu" o telefone ainda não é um consenso entre os estudiosos. É certo que Philipp Reis desenvolveu um modelo pela primeira vez em 1861, na Alemanha, mas a primeira patente foi registrada em 1876 por Alexander Graham Bell, nos EUA. Em 1881, foi inaugurada em Berlim a primeira "central telefônica" – com oito participantes.

  • Telefone em vez de telegrama

    Telefone faz 150 anos

    Telefone em vez de telegrama

    Até o final do século 19, a comunicação era feita por cartas. Quando precisava ser mais rápido, usava-se o telegrama. O primeiro catálogo telefônico, de 1881, continha 187 entradas e foi popularmente chamado de "livro dos tolos". Mas logo hotéis e empresas reconheceram as oportunidades oferecidas pela nova tecnologia. Também cidadãos ricos começaram a adquirir o aparelho.

  • Telefonista

    Telefone faz 150 anos

    Telefonista

    Naquela época, ainda não se podia discar sozinho. A discagem era um serviço feito especialmente por mulheres, porque era mais fácil entender vozes femininas com a tecnologia da época. Daí foi criada a profissão de telefonista.

  • Rápida ascensão

    Telefone faz 150 anos

    Rápida ascensão

    Nas primeiras décadas do século 20, a aceitação do telefone teve uma ascensão triunfal na Alemanha. Em 1910, já haviam sido feitas 941 mil ligações. E em 1930, cerca de 3,2 milhões. Mais e mais pessoas passaram a usar a comunicação direta através do telefone. Também crianças se habituaram a falar com pessoas que elas não podiam ver.

  • Telefones públicos

    Telefone faz 150 anos

    Telefones públicos

    Para quem não tinha telefone em casa, logo foram disponibilizadas cabines públicas. A primeira foi criada em 1904 em Berlim. Por décadas, as ruas alemãs foram tomadas pelas cabines amarelas, onde só se podia pagar o telefonema com moedas.

  • Clássico em cinza

    Telefone faz 150 anos

    Clássico em cinza

    Na década de 1960, o telefone chegou aos lares da então Alemanha Ocidental. O aparelho padrão era fornecido pela empresa de correios e sua cor era cinza.

  • Coloridos e ocupados

    Telefone faz 150 anos

    Coloridos e ocupados

    Nos anos 1970, os aparelhos se tornaram mais coloridos: modelos laranja e verde foram lançados para se adequar ao gosto da época. E, lentamente, os telefones, antes colocados no corredor, foram para a sala, mais aconchegante. Ainda assim, havia apenas uma linha telefônica por família. Quem ocupava a linha e por quanto tempo foi motivo de muitas brigas entre pais e filhos adolescentes.

  • Dá para ser um pouco mais?

    Telefone faz 150 anos

    Dá para ser um pouco mais?

    As empresas dispunham de mais de uma linha. Na foto, o escritório de um corretor de câmbio em 1977. Já em 1958, podia ser usado o "telefone de carro". No entanto, o dispositivo pesava cerca de 16 quilos e era tão grande que preenchia quase todo o bagageiro do automóvel. Por isso, ele acabou não sendo produzido em massa.

  • Fraca estrutura do Leste

    Telefone faz 150 anos

    Fraca estrutura do Leste

    Na antiga República Democrática Alemã, por muito tempo nem todos os cidadãos tinham uma linha telefônica própria. Era preciso esperar vários anos até finalmente ganhar o cobiçado aparelho, já que as redes de acesso foram desenvolvidas muito lentamente. Era muito comum ver longas filas nos prédios dos Correios ou diante de telefones públicos.

  • O Estado ouve junto

    Telefone faz 150 anos

    O Estado ouve junto

    Outra diferença crucial entre os dois Estados alemães: na Alemanha de regime comunista não se podia dizer tudo a todos pelo telefone, já que a polícia secreta do Estado ouvia junto. Mais de 400 funcionários da Stasi em Berlim Oriental ficavam na escuta, em busca de declarações subversivas.

  • Fale após o sinal!

    Telefone faz 150 anos

    Fale após o sinal!

    Nos anos 1980, um dispositivo ampliou significativamente os recursos do telefone: a secretária eletrônica. Agora não se perdia mais nenhuma chamada.

  • A revolução móvel

    Telefone faz 150 anos

    A revolução móvel

    Mas o lançamento verdadeiramente revolucionário da década de 1980 foi o telefone celular. O primeiro aparelho sem fio chegou ao mercado em 1983. Ele tinha cerca de 20 centímetros de comprimento e a bateria ficava vazia já depois de meia hora de conversa. Em alguns anos, a evolução dos telefones celulares os tornou sucesso de vendas. O telefone saía da intimidade doméstica para ganhar as ruas.

  • Mais celulares do que pessoas

    Telefone faz 150 anos

    Mais celulares do que pessoas

    Hoje, quase todos os alemães usam um telefone celular. São quase 109 milhões de usuários de contratos pós–pagos, sem contar os celulares usados com cartão pré-pago. No metrô e no café, é possível ouvir conversas que nem nos interessam. A maioria das pessoas parece não se importar em discutir em público sua vida profissional ou privada.

  • Serviço de mensagem de texto

    Telefone faz 150 anos

    Serviço de mensagem de texto

    Desde 1994, pode–se não só fazer chamadas com o telefone, mas também enviar mensagens de texto. Muitas pessoas acham mais fácil expressar os sentimentos através de mensagens de texto do que falar pessoalmente.

  • O mundo no seu bolso

    Telefone faz 150 anos

    O mundo no seu bolso

    Telefones móveis modernos são verdadeiros faz-tudo: você pode gerenciar contatos e compromissos, fotografar, jogar, ouvir rádio ou música. Eles servem como despertador e como guia e pode-se enviar mensagens de texto ou tuitar com eles - com o acesso à internet nos telefones móveis, todas as aplicações da rede estão disponíveis, mesmo quando se viaja.

  • Do telefone ao minicomputador

    Telefone faz 150 anos

    Do telefone ao minicomputador

    150 anos se passaram desde que o telefone entrou em nossas vidas e as mudou. A comunicação tornou-se mais rápida e aberta. A propósito, a primeira frase dita por Philipp Reis em uma ligação telefônica em outubro de 1861 foi "O cavalo não come salada de pepino" – o que prova que prevaleceu, desde o início, a comunicação sem sentido pelo telefone.